Entrevista com João Alexandre | Interview with João Alexandre
Bate-bola com João Alexandre
João Alexandre Silveira nasceu em 29/9/64. É casado com Tirza, com quem tem um filho, Felipe.
Ao longo dos poucos mais de 20 anos que tem batalhado na música cristã nacional, já deixou sua marca peculiar, pessoal, seja com suas composições ou com sua voz. Também tem sido polêmico em alguns de seus posicionamentos como músico, causando no nosso meio a oportunidade de reflexão.
VOICE: Como vc gosta de se apresentar ao seu público: um músico-cristão, um cristão-músico, ou algo diferente?
JOÃO: cristão por convicção e músico por profissão. Não me acho especialmente escolhido por Deus, já que Ele não tem prediletos! Penso que cada um tem que servir a Deus com o que Ele nos deu de melhor. No meu caso particular, em sirvo com Música.
VOICE: O que chegou primeiro na sua vida: a música ou Cristo? Que teve (e tem) a ver uma coisa com a outra?
JOÃO: Minha percepção e meu aprendizado musical se desenvolveram dentro da igreja, desde quando eu tinha 9 anos de idade, portanto fica difícil separar um começo do outro. Mas comecei a pensar em ser profissional mesmo aos 17 anos, ocasião em que me candidatei e fui convidado a participar de uma das equipes de treinamento de Vencedores por Cristo. Depois desta experiência é que considerei a possibilidade de sobreviver só de música.
VOICE: Acho que o seu primeiro trabalho gravado foi com o Grupo Pescador (Contraste). Como foi que surgiu este grupo?
JOÃO: Na realidade era, por assim dizer, um grupo meio “fantasma”, já que gravamos um CD (na época um disco de vinil) com todos tocando seus instrumentos e somente eu cantando os vocais. Pode ter sido um caminho de estúdio, mas complicava demais em apresentações ao vivo, já que nem todos cantavam além de tocar. Por isso, mesmo fazendo diversas adaptações e simplificações, fizemos só duas apresentações ao vivo, e nada mais!
VOICE: Logo em seguida vc se envolveu com o Milad? Como foi esta sua experiência?
JOÃO: Foi minha primeira experiência prática em sobreviver profissional e “missiologicamente”, por assim dizer, de música. Costumo dizer que eu era, na época, um missionário músico, ao contrário do que digo hoje, que sou um músico missionário. Foram dois anos maravilhosos, com bons e maus momentos, que me ensinaram muito sobre pregar o evangelho e que formaram meu caráter cristão, de uma forma muito mais intensa do que os 19 anos que eu vivi “escondido” dentro dos templos.
VOICE: Após o Milad, nos fim da década de 80, surgiu a fase das cantatas (Vento Livre, Eram Doze, Missões 2, etc). Como você descreve sua participação em tudo isso?
JOÃO: Nesta época tive a honra de conhecer grandes mestres como Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta, Nelson Bomilcar, Aristeu Pires, Sérgio Leoto, Edílson Botelho, entre muitos outros, gente comprometida com a qualidade poética, profética e musical de suas canções. Estes me influenciaram e influenciam até hoje, sem sombra de dúvida. Dividi horas de gravações e produções com eles e estes projetos me trouxeram muita alegria e perseverança nesta caminhada complicada da música cristã nacional. Foram bons tempos aqueles.
VOICE: Pode-se dizer que você vem vivendo em carreira solo desde os primeiros anos 90. Como você se viu chamado a seguir esse caminho?
JOÃO: No decorrer da vida, mais do que qualquer outra coisa, acho que temos a necessidade de encontrar nosso próprio caminho e personalidade musical. Se formos iguais a todo mundo, servimos pra quê? Confesso que gosto muito de tocar com uma banda, e até retomei esta iniciativa há uns 9 meses. Estou muito feliz com a galera que tem me acompanhado, galera da qual até meu filho faz parte nos teclados.
Tenho me sentido um verdadeiro “moleque” de novo ao tocar com eles; é muito legal. Mas a voz e o violão ainda são minha marca registrada e sempre separo um momento destes nas apresentações. Mas a carreira solo tem o risco de se tornar repetitiva demais e isso é um problemão cada vez que penso em lançar um novo CD.
VOICE: qual você crê ser o seu papel na música cristã brasileira?
JOÃO: Acho que sou 1/3 profeta, 1/3 menestrel e 1/3 músico
VOICE: Como você descreve a evolução da música cristã brasileira ao longo destes anos em que você tem vivido dentro dela?
JOÃO: Dobrou em qualidade instrumental e vocal. Triplicou em qualidade de produção. E sextuplicou em superficialidade!
VOICE: No vácuo da sua última resposta (…a música cristã dobrou em qualidade instrumental e vocal, triplicou em qualidade de produção e sextuplicou em superficialidade…), o Gustavo Frederico (Canadá) pergunta qual é a sua mensagem para os compositores cristãos de hoje? Qual é a sua receita para não ser superficial e ser mais autêntico? O Marcelo Luciano, de Ipatinga, MG, também pede que você explique melhor sua resposta.
JOÃO: Creio que as canções de hoje em dia, mais por força e exigência das podero$a$ gravadoras com visões puramente comerciais, são compostas para agradar os ouvidos de milhões ao invés de agradar a um ouvido só, o de Deus. Alguns amigos e irmãos que são parte do quadro de algumas destas gravadoras já me confidenciaram que são obrigados a gravar estilos que nada tem a ver com o estilo deles, por ordem expressa da diretoria, imaginem! Seria o mesmo que eu, João, gravar 6 músicas “rock pauleira” num CD de 12 canções. Você me imaginaria fazendo isso? Corremos o risco de perder a própria liberdade de ser o que somos e a verdadeira motivação, se compomos o que as pessoas gostam de ouvir (ao invés de compor aquilo que as pessoas precisam ouvir). Nossa música pode até vender mais CDs e engordar nossos bolsos, além, é óbvio, de engordar mais ainda os bolsos dos proprietários destas gravadoras, mas vamos ficar em dívida com a proposta de atingir o coração das pessoas, além dos seus ouvidos.
VOICE: Como assim, JOÃO? Você fala dos estilos, das letras, das motivações, do quê?
JOÃO: Não quero julgar as motivações de ninguém, mas penso que uma canção deve entrar pelos ouvidos, bater dentro do coração, gerar alguma atitude interna e externa em quem a ouve e depois sair pela boca! Pelo menos, é o que sempre busco, quando componho algo. É óbvio que eu gostaria também de vender meu primeiro “milhão” de cópias (ainda não cheguei nem aos 100 mil CDs, com 12 títulos gravados!). Mas prefiro trocar o resultado financeiro passageiro deste mundo pelo resultado eterno colhido lá na eternidade.
É melhor um CD composto por músicas verdadeiras, poéticas, profundas, bíblicas, artisticamente bem elaborado em suas letras, harmonias e melodias. Melhor um CD que atinja o coração de pelo menos uma pessoa e a faça repensar sua conduta diante de si mesmo, diante de Deus e da sociedade em que vive, do que milhões de CDs que não façam nenhuma diferença no dia a dia de ninguém, que só gerem $$$ e mais nada além de poluir ainda mais o já tão poluído “mercadão” cristão e “alisar” o ego de alguns cristãos com letras que os façam se sentir os “melhores” do mundo!
VOICE: a recente pesquisa que fizemos na Voice sobre música confirma que a qualidade musical tem realmente melhorado, mas as letras e o conteúdo vão de mal a pior. Superficiais, muitas vezes confusas, ou meras repetições dos tão conhecidos “chavões evangélicos”. Você concorda?
JOÃO: Certas canções encaixam-se, para mim, na definição bíblica de “vãs repetições”. Canções que geram “papagaios” espirituais, gravadas sem responsabilidade poética e profética, fabricando ainda mais gente que só sabe repetir refrões e comportamentos, sem entender o que canta e faz. São canções medíocres em si mesmas e não glorificam a Deus em hipótese alguma, já que Ele procura para Si adoradores que o adorem em espírito e verdade!
Penso que se não houver seriedade e competência, não pode haver excelência!
Excelência é fazer o melhor que posso com aquilo que tenho e se não tenho talento pra ser músico, cantor ou compositor é melhor mudar de rumo e buscar a vontade de Deus para minha vida, fazendo o melhor em outra área, do que fazendo “qualquer coisa” na área da Música!
Seria o mesmo que eu, sendo músico, pegar um bisturi e tentar operar alguém, à revelia da vítima! Uma loucura, certo?
VOICE: ainda o Gustavo Frederico, do Canadá, diz que considera suas letras excelentes. Mas pergunta quão eficazes você acha que elas são, bem como as de outros “profetas solitários” na geração de mudanças efetivas? Por que as letras congregacionais falam tanto de guerra e contém tanta doxologia e tão pouca cruz, pouca negação de si mesmo e amor ao inimigo?
JOÃO: Acho que já respondi na outra pergunta, certo? Penso que somos um tanto quanto “narcisistas” em nossas canções. É fácil nos acharmos melhores que os não cristãos, via de regra! Falar de sofrimento, auto negação, cruz e pecado não geram $$$, certo?
É uma questão de ponto de vista, de objetivo, então, se não mudarmos o objetivo, continuaremos no mesmo barco! Todo ponto de vista parte de um ponto; mudando-se este ponto, muda-se também a vista!
VOICE: O Rodney Peck, de S.Paulo, SP, menciona outra resposta sua, (… a que você é 1/3 profeta, 1/3 menestrel, 1/3 músico.) e pede que você explique as diferenças entre menestrel e músico.
JOÃO: Todo músico canta, compõe, arranja, toca, etc, mas nem sempre se arrisca a ser menestrel. O menestrel, tido como um poeta/profeta, denuncia aquilo que é óbvio, brinca com a música, dizendo verdades mais profundas, às vezes usando da maior ironia possível!
Platão já disse: “O poeta é aquele, que na sua loucura inspirada, recria o belo, destilando verdades divinas!” Às vezes, é rindo das nossas próprias desgraças que aprendemos as maiores e mais profundas verdades sobre nós e enxergamos, confrontamos e corrigimos nossos próprios erros! É só assistir programas como o “Casseta e Planeta” e conferir as críticas por trás das palhaçadas!
VOICE: O Magnes Rodrigues, de Maringá, PR, pergunta sobre como você interpreta a visão atual que muitas igrejas tem da música congregacional “contemplativa”, quando a música e a letra são destinadas a serem canais para que alguém se “derrame” diante de Deus, praticando o que tem gente chamando de adoração “escandalosa” na presença de Deus?
JOÃO: Escandaloso é fazer de minha adoração uma santa libertinagem. E o que é pior, em nome de Jesus! O Espírito Santo jamais humilha nem ridiculariza quem quer que seja, portanto, qualquer manifestação neste sentido é desprovida de verdade e propósitos divinos! Digam o que digam, o Evangelho devolve ao ser humano suas perfeitas faculdades mentais, psicológicas e espirituais. Milagres e maravilhas além de nosso entendimento, nunca “ridicularizam” ninguém, é só olhar para todos os milagres que nosso Mestre Jesus fez! Eles devem vir acompanhados de objetivos e, sinceramente, não vejo nenhum objetivo em certos comportamentos nesse tipo de ministração maluca!
Contemplo e me derramo diante de Deus na medida em que ando com Ele, não necessariamente num momento de música ou em um culto congregacional. Louvor é o culto da vida na vida de culto!
VOICE: Ruben Mukama, de S.Luis, MA, pergunta o que você acha das novas tendências da música cristã brasileira, como a utilização de shofares e outros instrumentos típicos da cultura judaica? Incluímos aqui a mania recente de classificar de “levitas” os que ministram no louvor.
JOÃO: Claro que podemos usar qualquer coisa para louvar a Deus. Podemos até não usar nada, só o nosso coração. Louvor não tem a ver com Música, são coisas completamente diferentes e não estão obrigatóriamente ligadas uma a outra!
Creio que o maior problema está em pastores que não entendem nada de música se unindo com músicos que não entendem nada de Bíblia! E está feita a bagunça da adoração!
Não é este ou aquele instrumento que vai tornar nossa adoração menos ou mais santa e sim, nossa vida derramada diante de Deus dia a dia! Infelizmente, e por ensinos duvidosos e questionáveis, o “shofar” virou, por assim dizer, a “santa que chora” de alguns de nossos cultos. Daqui a pouco, de tanto voltar pra trás, vai ter gente nua em algum jardim “virtual” do Éden no Brasil!
O chamado “ministério levítico” do velho testamento terminou na cruz do Calvário e começou em cada um de nós, que somos nação santa e sacerdócio eleito, sem distinção entre quem é músico ou qualquer outra função dentro do Corpo de Cristo! Querer ressuscitá-lo é jogar o sacrifício de Jesus pela janela e dizer que alguns são melhores do que outros. Penso que é pura politicagem e egoísmo! Deus não tem prediletos, nem pessoas, nem instrumentos, nem ritmos e cada um de nós deve adorá-lo naquilo que faz e vive dentro ou inclusive, fora dos templos!
VOICE: Como você encara o fato de muitos músicos cristãos trabalharem na noite e em estúdios para cantores não evangélicos e ainda, o fato de bandas consagradas não-evangélicas, produzirem e até mesmo tocarem para cantores evangélicos? (pergunta de Wagner S. Rodrigues, SP)
JOÃO: O músico americano Abraham Laboriel, conhecido e respeitado tanto no meio cristão como no meio musical secular norte-americano disse:
“Servimos nós um Deus tão fraco que seja preciso nos esconder nas igrejas, entre aqueles que já conhecem ao Senhor? Aqueles que ensinam tais coisas correm o risco de aliar-se ao líderes “religiosos” que Jesus encontrou em Sua época, os quais ficavam horrorizados quando Ele escolheu ter suas refeições com os cobradores de impostos, as prostitutas, enfim, com os “perdidos” de Seu tempo. Ele de fato comeu com eles, e os amou. Jesus nunca sentiu-se preocupado em contaminar-se por estar na presença de qualquer ser humano que fosse. E nós somos chamados a seguí-Lo, nos dispondo, humildemente, a amar todos aqueles que Ele resolver colocar em nosso caminho.”
Falou e disse, não é mesmo?
Quanto a músicos não cristãos gravarem com artistas cristãos, creio que é uma chance de utilizar o talento dado por Deus a eles, para aumentar a qualidade de nossos trabalhos. Por que não? A não ser que você pense que o Diabo dá talento pra alguém, coisa que não procede e não acontece, já que “todo talento e todo dom natural vem do Pai das Luzes”, até daqueles que não se converteram ainda! O Diabo pode até utilizar o talento de alguns, mas quem deu estes talentos foi Deus, inquestionavelmente! Creio que vetar a participação de um músico não cristão num Cd cristão, entre cristãos, seria a contramão do que Jesus ensinou e fez, além de um tremendo egoísmo e vaidade! Acho que embora um músico não cristão não tenha o privilégio de louvar a Deus por ainda não ter conhecido Jesus, tudo aquilo o que ele gravar e tocar num trabalho de um cristão terá este objetivo!
VOICE: Ken, de Osasco, SP, pergunta, em sua opinião, qual o melhor músico cristão em atividade?
JOÃO: Eu seria injusto em citar nomes, já que, cada viagem que faço, me dá o prazer de conhecer novos músicos e cantores, alguns de altíssimo nível profissional mesmo! Mas, como todo mundo gosta de comentar as preferências das pessoas que admiram, confesso que sou fã do grupo “Banda de Boca”, lá de Salvador, que também tem despontado no cenário popular com muita propriedade! É ver pra crer!
VOICE: Um dos temas mais comentados hoje em dia está ligado a fato do músico cristão cobrar para tocar nas igrejas, e o quanto cobrar, como cobrar, etc, etc. Você e outros músicos tem sido ora criticados, ora elogiados por isso. Como você define o problema?
JOÃO: Prefiro responder citando novamente o Abraham Laboriel:
“Esta é uma pergunta desnecessária e difícil, NÃO por causa de qualquer dificuldade no tocante às Escrituras, mas por causa da atitude cultural que recai sobre a música como profissão. Considere, por exemplo, um casamento ou uma festa. Muitas pessoas acham que é perfeitamente normal pedir que um músico traga o seu instrumento e toque apenas pelo “divertimento”. Estas mesmas pessoas jamais pediriam a seus amigos contadores que trouxessem suas calculadoras para os ajudarem com o cálculo do imposto de renda apenas pelo “divertimento”, como também não pediriam a seus amigos encanadores que consertassem o banheiro da igreja “para a glória de Deus”.
Pessoalmente, creio que a melhor política é que igreja venha honrar ao músico ao pagar-lhe o que é justo em troca de seu trabalho, assim como fariam com qualquer outro profissional honesto com quem eles venham a fazer algum negócio. Não deveria ser preciso perguntar ao músico se ele irá cobrar ou não. Ele deveria, simplesmente, ser pago. O músico deve aceitar o dinheiro com gratidão e humildade. O que o músico fará com o dinheiro depois disso, fica entre ele e o Senhor. Alguns músicos, assim como alguns eletricistas e carpinteiros, talvez sintam-se guiados a dar parte ou toda a quantia que receberam para a igreja como parte de seu dízimo ou oferta. Precisamos permitir aos músicos a alegria de dar sem sentirem que são desvalorizados pelo povo de Deus e que seus dons lhes são extorquidos ao invés de concedidos livremente.
Dito isso — há, certamente, ocasiões e situações quando a verdadeira voluntariedade é apropriada. Nem todo “participante do coral” pode ser pago. Nem mesmo todo músico que esteja aprendendo a dirigir o louvor pode ser pago. Entretanto, se é certo que a igreja comete erros, que ela venha cometer erros pelo excesso de generosidade para que assim o espírito de compartilhar entre todas as pessoas venha somente a crescer.”
Preciso falar mais alguma coisa?
VOICE: é público e notório que você vive da sua música. Você já teve problemas com algum “calote” dado por alguém do meio evangélico? Qual foi sua postura?
JOÃO: Adoto a postura de qualquer pessoa normal, com raras exceções. Ligo e cobro, sem nenhum constrangimento, já que ganho meu pão honestamente e mereço respeito, assim como qualquer outra pessoa! O que é combinado, não é caro, só justo!
VOICE: Outra coisa ligada a isso: você geralmente leva sua esposa e seu filho em muitas programações. Por quê?
JOÃO: Porque eles, sem medo de errar, são a minha melhor parte! Além de quererem ir comigo. Além de eu querer levá-los sempre. O que sou como marido, homem de Deus, pai e músico, devo primeiro a Deus, a meus pais e a eles, sem dúvida! A experiência também me diz que só através do Espírito Santo e com eles ao meu lado sempre, posso preencher qualquer espaço afetivo, espiritual, profissional e emocional que vier a necessitar. Eles são a minha origem e meu porto seguro!
VOICE: Você tem escrito músicas tendo por base cidades e estados. Por conta disso, muitos o elogiam e outros o criticam. Como você recebe e interpreta estes comentários?
JOÃO: É uma forma de demonstrar amor aos amigos e irmãos a quem vejo, pois assim fica mais fácil demonstrar também o amor a Deus, a quem não vejo!
VOICE: Em alguns de seus últimos CDs foram incluídas músicas que são uma expressa crítica ao tradicionalismo e formalismo religioso (Tudo é vaidade, por ex). Qual foi a repercussão que estas músicas tiveram junto ás igrejas?
JOÃO: Muitas críticas e perguntas, algumas interessantes, como, por exemplo, o que eu quis dizer com “Deus não habita mais em templos feitos por mãos de homens”? Esta afirmação não é minha e sim, do Mestre Jesus.
Creio na Tradição, que é sadia e viva, mas não no velório do tradicionalismo, morto e desprovido de amor, já que alguém com muita propriedade escreveu que “tradição é a fé viva do que já morreram enquanto que o tradicionalismo é a fé morta dos vivos!”
Fonte: Crer e Pensar

ola graça e paz eu adorei esse bate bola com Joã comcordo com o ponto de vista dele amo nao so as melodia como as letras sao inteligentes e sabias ele ta d parabéns alguen tem que se levantar contra esse cristianismo errado q nao foi Deus quen colocou esse tipo regras ridiculas inexistentes .
João ,!que nosso Deus te dê sempre coragem ,inteligencia,para ser a nossa voz! ,um tanto abafada ,pela má compreenção teologica,poética…cultural …………………!
Falar em João Alexandre é sempre bom. Eu acompanho seu trabalho a muitos anos. Para mim ele não é polêmico, é verdadeiro e é disso que estamos precisando. Músicos comprometidos com Deus, que expressem o verdadeiro Evangelho.