A Comunhão com um dos caminhos para a Adoração | Communion as way to Worship [Tiago Zortea]

A Comunhão com um dos caminhos para a Adoração

 

Tiago Zortea

 

Compreendendo adoração como um modo de vida, como um alvo a ser atingido constantemente, o conceito estravaza a idéia de ser uma “ferramenta”, aquilo que utilizo nos domingos. Como disse Michael W. Smith em uma de suas entrevistas (disponibilizada aqui no Música & Adoração) “Para mim, as coisas são claras: adoração não é música ou estilo de música. A adoração sequer acontece no culto de domingo. Adoração é um estilo de vida. É conexão direta entre o indivíduo e o Pai.” Nesse sentido, várias são as “vias” para a adoração, e as Escrituras nos mostram muito neste sentido. A oração, a pregação da palavra, a música, a visitação, o pedido de perdão, dentre outras. Tenho me detido ultimamente de um modo mais específico à discussão da música como um desses dispositivos para uma vida de adoração. Entretanto, gostaria de falar sobre algo que talvez nunca tenha falado: a comunhão.

Pensar em comunhão é pensar em relacionamentos interpessoais. Nos últimos quatro anos muito tenho visto, ouvido, lido e discutido sobre esta parte da vida humana na universidade, e o que escuto das pessoas envolvidas nestes processos é que as relações são basicamente o que nos constrem. Obviamente que não posso, de modo algum, negligenciar a importância dos relacionamentos para a nossa vida na Terra. Contudo, penso que para nós cristãos essa importância ganha um sentido ainda maior. Fico pensando na igreja em Atos dos Apóstolos, por cairem na graça de todo o povo e terem tudo em comum. Ter tudo em comum transcende a um compartilhamento de idéias e alcança uma crença comum, um alvo comum! Ao mesmo tempo em que avalio esta situação como sendo belíssima, fico pensando nos desdobramentos disso para a vida, isto é, quão grande é nossa responsabilidade na manutenção de nossos relacionamentos, sabendo que carregamos o nome de Cristo, o que precisamos preservar até os mínimos detalhes da nossa vida.

O relacionamento interpessoal na vida cristã, isto é a comunhão, ultrapassa uma idéia de “relação” para uma idéia de “transversalização”. Amizades, companheirismo, coletividade, solidariedade… são formas de se desenvolver esta relação interpessoal, e isto pode ser feito por qualquer pessoa num sentido puramente horizontal. Entretanto, o que nos difere de qualquer pessoa é a presença da verticalidade. O relacionamento com Deus (o que estou chamando de “verticalidade”) e o relacionamento com o próximo (horizontalidade) não podem ser tidos de modo isolado. Há pessoas que vão à igreja (poderia ser qualquer outro lugar direcionado para cultos coletivos) somente com o objetivo social, de ver amigos, parentes e conhecidos, e saem do jeito que entraram. Há pessoas que “não precisam de nenhuma instituição cristã”, pois seus negócios são “diretamente com Deus”.

O mundo está cheio de “crentes transversais” e “crentes verticais”. Entretanto tenho um entendimento bastante específico sobre isto: a presença de Deus no cristão implica transversalidade! Comunhão é transversalidade! E partindo deste princípio acredito que a comunhão (já implicitamente entendida como transversal) também se constitui um dos caminhos para a adoração (vida). Quanto me relaciono com um irmão em Cristo, sinto a alegria de estar com ele, a alegria de saber que ele é salvo, de que acreditamos nas mesmas coisas, de que a morte não nos separará, de saber que servimos ao mesmo Deus, de que intercedo por ele e ele por mim, de que trabalhamos com o mesmo objetivo, e muitas outras coisas. Quando exemplifico tais sentimentos e atos não há como separar “isto é vertical e isto é horizontal”, pois estes sentidos se entrecruzam, se perpassam… é a transversalidade! Isso tudo contribui para o aumento da minha fé, para a força da minha crença na igreja de Jesus, no corpo de Cristo espalhado pelo planeta. Isso tudo me faz agradecer a Deus, buscar um esforço para ser diariamente melhor do que sou com Deus, com meu irmão e comigo, buscar uma vida de adoração.

Além de suplicar a Deus que nos desperte para a transversalidade, é preciso escolher viver transversalmente! Que este seja o nosso alvo cotidiano!

~ por musicaeadoracao em 18 Março, 2008.

3 Respostas to “A Comunhão com um dos caminhos para a Adoração | Communion as way to Worship [Tiago Zortea]”

  1. Oie Tiago..gostei muito das suas palavras sobre comunhão…Acredito que nos tempos de hoje, nós( crentes)estamos meio distanciados daquela unidade da igreja de “Atos dos Apóstolos” e confesso que suas palavras me atravessaram , “obrigando- me ” a uma reflexão e a desejar profundamente a ter em mim o despertamento para essa transversalidade a cada dia….Que o Espirito da verdade possa nos auxiliar a alcançar a PERFEITA COMUNHÂO!!!!!!

    bjus e fique na paz…

    =)

  2. A Paz do Senhor, irmão Tiago e a todos.
    De fundamental importância o assunto abordado, COMUNHÃO! AMOR!
    Infelizmente, mas como cumprimento da Palavra de Deus, “o amor de muitos de esfriaria”. E, como está esfriando!
    E este esfriamento nada mais é do que a falta de comunhão entre os irmãos, não precisamos ir muito longe, dentro de nossas congregações podemos notar esta falta de comunhão, falta de amor.
    Mas, fortalecemo-nos em orações e súplicas a Deus Pai, pois Jesus é nossa PERFEITA COMUNHÃO!

  3. Thiago, como é doce a COMUNHÃO dos remidos do SENHOR. Comunhão contigo, comunhão comigo, comunhão sempre em JESUS CRISTO.

    Sejas abençoado sempre no Senhor.

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